Toda proposta educacional cujo eixo do trabalho pedagógico seja a
qualidade da formação a ser oferecida aos estudantes deverá proporcionar o
acesso aos bens culturais produzidos socialmente e garantir condições concretas
para que o aluno possa construir estruturas que o capacitem para o processo de
educação permanente. Com base nessa premissa, a existência de uma biblioteca,
no contexto escolar, cria as condições básicas para que o indivíduo constitua o
primeiro elo com o capital de conhecimento acumulado ao longo da história, cujo
registro tenha-se dado sob a forma do texto escrito.
Se tomarmos a leitura como um ato construído socialmente, temos de
orientar as ações de leitura, considerando não só as mais variadas formas de
registro escrito, mas também – e fundamentalmente – o acesso irrestrito aos mais
variados suportes de informação. Afinal, a competência do leitor se forma na
constância e na diversidade com que ele visita os mais variados tipos de textos.
Sendo a escola o espaço privilegiado, embora não exclusivo, das práticas sociais
de leitura com o texto escrito, cabe a ela, também, promover o acesso aos
diferentes suportes de informação que abrigam esses textos – da literatura ao
texto científico –, não como redenção para os problemas educacionais, mas como
fator fundamental para uma educação escolar bem-sucedida.
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